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Prevenção

Conheça as infecções mais comuns

Candidíase genital

É um tipo de micose que atinge os genitais da mulher (e às vezes, também dos homens) provocada por fungos ou leveduras. Um dos seus sintomas é um corrimento que tem aspecto de leite talhado, que provoca coceira, tanto na vulva quanto na vagina, e é provocado por um fungo existente no sistema gastrointestinal chamado Cândida albicans — o mesmo que causa aftas e sapinhos na boca dos bebês. Em geral, está relacionada a uso de antibióticos, estresse, queda da imunidade e a alimentação desequilibrada ou com muito açúcar.

O tratamento médico tradicional é feito com cremes ou óvulos vaginais de nistatina e outros medicamentos derivados de imidazolicos, como o fluconazol, cetoconazol e o isoconazol, por via tanto vaginal quanto por via oral, seja em dose única ou por 15 ou mais dias de tratamento. Além dos medicamentos, são requeridos cuidados gerais com roupas íntimas, lençóis, toalhas, uso de bidês etc. Embora seja controverso, é recomendado o tratamento do parceiro de mulheres portadoras de candidíase de repetição.

Gonorreia

É uma infecção que atinge o colo do útero, altamente contagiosa, causada por bactéria (Gonococo) que geralmente quase não provoca sintomas, mas que pode dar complicações se não for tratada. Há o risco de gerar problemas como esterilidade, gravidez nas trompas, entre outros, em consequência da migração ascendente das bactérias. É tratada com antibióticos.

Tricomoníase

É causada por um parasita e geralmente é transmitido por contato sexual, podendo haver também contaminação através de assento de vaso sanitário, roupa íntima e toalhas úmidas. Pode não provocar sintomas ou então apresentar corrimento amarelo-esverdeado com odor genital desagradável.

Clamídia

Também é uma doença do colo do útero, causada por uma bactéria (Chlamídia Trachomatis) e transmitida por contato sexual. Em países desenvolvidos, é a bactéria mais frequentemente associada às doenças sexualmente transmissíveis e que são causadoras da Doença Inflamatória Pélvica.

Os sintomas, quando existem, podem ser: dor ao urinar e corrimento. Quando não é reconhecida e tratada adequadamente, geralmente com antibióticos, pode gerar outras infecções graves e está muito associada à infertilidade. Em alguns casos, pode levar à cegueira do bebê (tracoma), se houver a contaminação dos olhos durante o parto.

À semelhança das outras DSTs, funciona como fator facilitador para a aquisição e/ou transmissão do vírus do HIV. Seu diagnóstico requer um exame especial — Pesquisa de Chlamídia pela Técnica do PCR, por exemplo.

HPV ou Verruga Genital

É causada por vírus transmitido sexualmente (papilomavírus humano), que pode levar ao desenvolvimento de câncer do colo do útero. Ele pode permanecer sem sintomas ou causar verrugas ou saliências, de vários tamanhos, que crescem muito rapidamente e chegam a se aglomerar, lembrando a forma de uma couve-flor. Elas aparecem com mais frequência na região genital, mas também em pés ou mãos.

São, na verdade, mais de 100 tipos de vírus HPV. Ele é considerado uma das principais doenças sexualmente transmissíveis. Estima-se que de 50 a 75% dos homens e mulheres sexualmente ativos entrem em contato com um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Em cerca de 20% pode haver regressão espontânea das lesões, mas não se deve ser negligente com o tratamento, evitando a disseminação local e o potencial de transmissão.

Há vários tratamentos locais, feitos com substâncias ácidas ou com laser, cuja margem de sucesso varia de 50% a 75% — não sendo entretanto incomum o reaparecimento das lesões.

Mais recentemente, estão em uso duas vacinas que previnem a contaminação por alguns tipos do papilomavírus humano, classificados como de "alto risco" — ou seja, aqueles que têm potencial para desenvolver o câncer de colo uterino no futuro. As vacinas, aplicadas em 3 doses, têm sido preconizadas para jovens desde os 9 até os 28 anos e oferecem imunidade por 5 a 6 anos.

Sífilis

É causada por uma bactéria (Treponema Pallidum) transmitida geralmente por contato sexual. Se não tratada, com penicilina ou outro antibiótico, sempre por orientação médica, pode passar, por exemplo, da mãe para o feto, causando sérias complicações — e até levar à morte do mesmo. Os primeiros sintomas são: feridas indolores genitais, na língua ou na boca, além do aparecimento de gânglios inchados na virilha.

Herpes

São feridas causada por um vírus, que também pode ser transmitido sexualmente, e aparecem na boca ou na área genital. Uma vez infectado, não há como se livrar do vírus, sendo apenas possível reduzir as chances dele manifestar clinicamente as lesões, mantendo uma boa higiene local, boa alimentação, cuidando da imunidade do corpo e evitando o estresse.

AIDS

É causada por infecção do organismo pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, o HIV (da sigla em inglês Human Immunodeficiency Vírus). Também AIDS corresponde a uma sigla em inglês, Acquired Immune Deficiency Syndrome, ou, em português, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

O HIV destrói as células responsáveis pela defesa do organismo, debilitando o sistema imunológico do indivíduo e tornando-o vulnerável a várias infecções por vírus, bactérias, protozoários etc. Hoje em dia há medicamentos, fornecidos pelo Ministério da Saúde, que, embora sejam muito tóxicos, controlam a doença por tempo prolongado.

Hepatite B

É um dos tipos de hepatite e pode ser fatal. Como a A (forma mais branda) e a C, trata-se de uma inflamação viral do fígado. A Hepatite B é extremamente infecciosa e é normalmente transmitida através de secreções sexuais (como o sêmen, por exemplo) e sangue. Seringas e agulhas contaminadas, assim como alicates de unha e barbeadores, também podem propagá-la.

Tanto a Hepatite B quanto a C podem evoluir para uma forma crônica, com chances de levar à falência do fígado ou ainda causar cirrose e câncer de fígado. É possível que mães infectadas transmitam para os filhos durante o parto ou amamentação. Existe vacina contra a Hepatite B disponível na rede pública.


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A Pró-Matrix, preocupada com o expressivo número de cirurgias para retirada desnecessária do útero, mantém desde 1996 a campanha "Mulheres, salvem seus úteros!", defendendo o direito da mulher a uma segunda opinião, a um tratamento moderno e conservador, mininvasivo, que a respeite em sua plenitude.


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